inês botelho 

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Jornal – "O Regional"

Data – 30 de Outubro de 2004

Jornalista – Alexandra Couto

Fotos – Alexandra Couto

Título – “O ceptro de Aerzis” nas mãos de uma escritora de 18 anos

Subtítulo – Jovem Inês Botelho falou, em S. João da Madeira, dos dois livros que já tem editados

Introdução – Fadas, duendes, elfos e outras expressões do imaginário fantástico povoam os dois livros que Inês Botelho tem já publicados, o que explicará a curiosidade que levou cerca de 120 estudantes sanjoanenses a ouvir esta autora de 18 anos, na sua passagem pela Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo.

Texto

“A Filha dos Mundos” e “A Senhora da Noite e das Brumas” são os títulos já disponíveis da trilogia “O Ceptro de Aerzis”, cuja receptividade junto do público infanto-juvenil motivou a comparência de cerca de 120 estudantes na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, onde a 26 de Outubro compareceu Inês Botelho, que, aos 18 anos, concilia a autoria dessas duas obras de literatura fantástica com os estudos do curso superior de Biologia, o prosseguimento da sua formação musical e um interesse igualmente acentuado pela arte cinematográfica.

O encontro com os alunos da Escola EB 2/3 e do Centro de Educação Integral começou, aliás, pela projecção da curta-metragem “As ondas do mar são brancas”, que, realizada e protagonizada pela própria Inês Botelho, serviu para demonstrar as diversas actividades a que se dedica esta jovem natural de Vila Nova de Gaia, que não reclama de “alguns sacrifícios” e funciona “ao segundo”, por ter começado a gerir o seu tempo logo aos cinco anos, quando começou a estudar piano.

Embora já há muito se revelasse “viciada em livros”, Inês Botelho só aos 16 anos despertaria, no entanto, para a escrita, mostrando-se desde logo particularmente sensível a um universo de fantasia povoado de fadas, duendes e elfos cuja idealização não quis restringir a um formato mental: “Tinha ideia da história e não queria deixá-la abandonada na minha cabeça. Decidi passá-la para o papel, ela então começou a adensar-se e, um bocadinho a contra-gosto, decidi que tinha de fazer uma trilogia”. Surgiu assim o primeiro livro de Inês Botelho, que a autora começou por sujeitar à apreciação da mãe e da professora de Português, e só depois, perante o entusiasmo dessas e de outras pessoas, propôs para publicação a diversas editoras.

A Gailivro, então com 15 anos de experiência sobretudo a nível escolar, acabaria por responder ao desafio rapidamente, coisa que, para Inês Botelho, “as grandes editoras em Portugal não fazem”. Pouco depois a editora dava à estampa “A Filha dos Mundos”, um título da Colecção Jovens Talentos cujo enredo envolve uma jornalista que, depois de um acidente de viação, “acorda não num hospital mas num rio, no meio de uma floresta, e é ajudada por um elfo”. O segundo volume da trilogia “O ceptro de Aerzis”, intitulado “A Senhora da Noite e das Brumas”, foi lançado no mercado cerca de um ano depois, com páginas protagonizadas por outra heroína e uma história situada 1500 anos após os acontecimentos narrados em “A Filha dos Mundos”.

Trabalhando só nos períodos em que não tem aulas, Inês Botelho ocupa-se agora da conclusão da aventura, e desabafa: “Quero acabar o terceiro livro, mas sei que vou ficar triste quando acabar, porque é o fim da trilogia”. Enquanto isso, retira inspiração do seu próprio imaginário, mas também de aspectos do dia-a-dia como “algumas coisas que os amigos dizem”, já que “um livro é feito não só das histórias que se imaginam, mas também das vivências de cada um”. Inês Botelho defende, inclusive, que mesmo um contexto em que se descrevem práticas mágicas e anões “acaba por ter sempre uma base no mundo da realidade”, pelo que lamenta verificar que “há algum preconceito em relação à literatura fantástica”, tida como “um género menor”.

Indiferente a essas opiniões, a autora dos dois volumes de “O Ceptro de Aerzis” concentra-se apenas no seu método de escrita: “Como eu costumo dizer, tenho que estar em estado de graça. Nem calma, nem nervosa; pura e simplesmente, dentro da história, para poder moldar as personagens. É como se estivesse a fazer teatro, a representar várias personagens ao mesmo tempo. Tenho que poder mudar rapidamente”. No mesmo sentido da auto-confiança, Inês Botelho deixou aos eventuais escritores que a ouviam na Biblioteca a recomendação de “que não tenham medo e escrevam o que querem”, sem receio de que os outros possam não gostar, e aconselhou ainda alguma prudência quanto às fontes de influência disponíveis: “Não leiam tudo, tudo, tudo o que lhes aparecer, porque há coisas que só são literatura por acaso”.

 

Jornal – "Labor"

Data – 28 de Outubro de 2004

Jornalista – AFS

Fotos – AFS

Título – “Se deixar de escrever deixo de me sentir bem”

Subtítulo – Inês Botelho apresenta “A senhora da noite e das brumas”

Introdução – Timidamente no início começou por desvendar o véu das duas histórias já publicadas. Sobre o terceiro volume da trilogia lamenta que lhe falte tempo para o terminar a tempo. Dividida entre a Biologia, o cinema, a escrita e a música, Inês Botelho confessa que aos 18 anos vive a vida “ao segundo” para conseguir dar resposta a todas as solicitações.

Texto

“Um livro não é só feito das histórias que imaginas mas também das vivências”. Foi com simplicidade, mas também com algum nervosismo que Inês Botelho se apresentou a 26 de Outubro a uma plateia repleta de adolescentes das escolas sanjoanenses na biblioteca Municipal de S. João da Madeira. Sem querer desvendar muito o enredo das histórias fez uma curta exposição dos livros. Sobre o primeiro “A filha dos mundos” explicou que conta a vida de uma directora de um jornal com 28 anos que não tinha tempo para a brincadeira nem para acreditar em magia. Um dia, após uma discussão com o namorado teve um acidente. Quando acorda está no meio de um rio, perto de uma floresta e é resgatada por um elfo. A segunda publicação, “A senhora da noite e das brumas” centra-se na filha de Ailura,  Galaduinne que terá que passar por uma série de provações até ser capaz, ou não, de usar o Ceptro de Aerzis. Na senda está já a última parte da história e que completa a trilogia iniciada quando a autora tinha apenas 16 anos. De momento, o que lhe falta “é tempo” para se dedicar à escrita, algo que só costuma fazer “nas férias grandes” quando a “cabeça” está mais livre para criar, um acto exigente. “Não posso estar nem nervosa, nem calma para entrar pura e simplesmente dentro da história. É necessário estar livre para mudar de personagem rapidamente”.

No mundo do fantástico

Inês Botelho confessa que o livro que mais gostou de escrever “é sempre o último” e que o que mais a preocupa é mesmo o facto de não saber como vai ficar quando escrever a derradeira linha. “A parte da escrita é um trabalho nosso que nos dá gozo de fazer”, acrescenta. Por esse motivo diz: “eu escrevi as histórias para mim, se me vão criticar não importa”. Na opinião da jovem escritora “o sonho faz parte da vida mas era triste se não fizesse”.

Sobre as partes que mais gosta de criar, Inês Botelho não tem dúvidas: são as descrições mais pormenorizadas e os conflitos, “ainda mais quando são emotivos”.

A apresentação do livro em S. João da Madeira começou com a exibição de uma curta-metragem “As ondas do mar são brancas” com realização e representação de Inês Botelho. Para a “artista” o “ideal seria ser bióloga, fazer cinema e escrever”. Esta última faceta assume uma preponderância enorme: “se deixar de escrever, deixo de me sentir bem”, assegura.

 

Jornal – "Labor"

Data – 21 de Outubro de 2004

Jornalista – AFS

Título – Inês no universo do fantástico

Subtítulo – Jovem escritora apresenta-se em S. João da Madeira

Introdução – É uma futura bióloga com apetência e jeito para a escrita. A estreia no mundo da literatura juvenil surgiu em 2003 com a primeira obra de uma trilogia dedicada ao Ceptro de Aerzis.

Sensibilidade e minúcia coabitam com a necessidade de “ser versátil” e não se limitar a  fazer sempre as mesmas coisas. Aos 18 anos, Inês Botelho aguarda o lançamento em 2005 da terceira obra. A 26 de Outubro, o universo do fantástico passa por S. João da Madeira.

Texto

Inês Botelho nasceu em 1986 em Vila Nova de Gaia. A frequentar o primeiro ano do curso de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a jovem escritora já tem, aos 18 anos, dois livros publicados e prepara-se para o lançamento em 2005 do último volume da trilogia que conta as aventuras em tomo do Ceptro de Aerzis, a arma do bem. Aquilo que começou por ser, numa fase inicial uma única história – e que foi construindo na cabeça antes de transpor para o papel –, transformou-se em três volumes que narram as aventuras em tomo da arma do bem. “Tudo começou durante umas férias grandes. Como não tinha nada para fazer decidi começar a escrever”. É assim, com simplicidade que conta a fluidez com que criou um universo fantástico em redor de personagens com nomes como Ailura, Morgriff, Galaduinne, Edínmtor e outros. Recusando semelhança com o anel de Tolkien, – que a par com Marion Bradley são duas das inevitáveis influências –, Inês Botelho conta que o Ceptro de Aerzis é o único com capacidade para derrotar o mau da história, Morgriff. Porém, como Aerzis, a divindade morreu não se sabe como usar o seu poder. “O ceptro é uma arma do bem, não reflecte o que está dentro das pessoas”, conta.

Ainda antes da grande aventura de publicar a história, Inês Botelho sempre se dedicou à escrita. “Tal como aquelas meninas que dizem que vão ser modelos eu dizia que ia escrever”. Mas se às meninas a moda às vezes fica para trás e “a escrita não me passou”, explica Inês Botelho que, ainda durante o secundário, escrevia criticas cinematográficas para o jornal de parede do Colégio de Nossa Senhora da Bonança onde estudava, uma prática que já a levou a tirar pequenos “dividendos” do prazer que a escrita lhe dá.

Mais vale uma editora pequena...

“Primeiro fiz uma idiotice”, diz ao contar o envio da história para uma grande editora, uma vez que estas “demoram meses e meses para pegar num livroo, para além de preferirem investir em escritores consagrados”, acrescenta. No compasso de espera decidiu enviar também para uma pequena editora sediada em Gaia e a aposta foi ganha. Hoje, confessa: “tenho mais orgulho em escrever do que vê-los publicados”. O “gozo de escrever” é muito maior, embora não desminta que lhe agrada que os outros gostem daquilo que escreve.

Rejeitando liminarmente a rotina, Inês Botelho sabe, aos 18 anos, que a “versatilidade” será sempre um dos seus lemas de vida. “Eu gosto de fazer de tudo. Não gosto de estar sempre no mesmo ramo”. Por esse motivo, o teatro, o cinema, a música coabitam lado a lado com os primeiros passos no mundo da Biologia, pois Inês entrou este ano para a faculdade. Sobre a eventual influência dos termos mais técnicos nas suas histórias admite que possa ajudar, “talvez na área da botânica ou da zoologia”, conclui.

As Edições Gailivro publicaram o seu primeiro livro: “A Filha dos Mundos”, em 2003 e em Setembro de 2004 foi editado o segundo livro: “A Senhora da Noite e das Brumas”, o segundo volume da trilogia “O Ceptro de Aerzis”.

A 26 de Outubro, 14h vem a S. João da Madeira para a apresentação deste segundo volume.

 

Jornal – "O Comércio de Gaia"

Data – 9 de Outubro de 2004

Jornalista – Marcelo Paes

Fotógrafo – Marcelo Paes

Título – “Esta jovem tem muito para oferecer”

Subtítulo – Inês Botelho lança 2º livro

Texto

A nova obra de Inês Botelho, “O Ceptro de Aerzis – A Senhora da Noite”, foi apresentada na última sexta-feira na Fnac Gaiashopping em clima de pompa e circunstância. A obra da jovem escritora, editada pela Gailivro, foi acompanhada com muito interesse, pelos seus fãs, que encheram o Fórum Fnac para prestigiar a autora. Antes da apresentação do livro, foi realizado o visionamento de uma curta-metragem realizada por jovens estudantes, entre eles a própria Inês, no âmbito do workshop “O Primeiro Olhar”, do Porto 2001.

Fernanda Tapada, responsável da Gailivro, falou sobre a colecção Jovens Escritores, que iniciou-se com outra autora gaiense, Ana Macedo, e não poupou elogios à Inês Botelho. “Esta jovem tem muito para nos oferecer”. Em seguida, Maria Luísa, uma das professoras que impulsionou a veia literária da escritora realçou alglumas características de Inês, como quando começou a escrever para o jornal da escola, “já mostrando as suas aptidões”. A professora destacou o talento que é visível nos livros de Inês Botelho. “Ao longo das páginas ela mostra-se uma mulher sonhadora”, elogiou.

A jovem autora falou brevemente ao público, agradecendo a presença de todos os amigos e fãs que prestigiaram o lançamento da segunda saga da trilogia do “Ceptro de Aerzis”, afirmando que a obra é “uma ligação entre o primeiro e o terceiro livro”, que será lançado em 2005. “Espero que gostem e mesmo se não gostarem que digam a verdade”, finalizou em tom de brincadeira.

A noite terminou com a leitura de um excerto do livro, acompanhado por uma banda sonora ao piano de Isabel Caldas, que ilustrou a leitura como se tratasse de um filme mudo sem imagens, no dia que era comemorado o Dia Mundial da Música. A própria escritora resolveu fechar a cerimónia, antes da sessão de autógrafos, com uma pequena apresentação de piano que encantou a todos os presentes pelos multifacetados talentos de Inês.

 

A jovem escritora ladeada pela professora e pela representante da Gailivro

Jornal – "O Primeiro de Janeiro"

Data – 5 de Outubro de 2004

Jornalista – Gil Lago

Fotógrafo – Pedro Tavares

Título – O ceptro da imaginação

Subtítulo – Jovem publica segundo livro da trilogia

Introdução  – “A Senhora da Noite e das Brumas”, é o  segundo livro de Inês Botelho. A jovem escritora apresentou-o sexta-feira na Fnac do Gaiashopping. Com mais projectos em carteira, a autora oferece aos leitores mais aventura de magia no volume “O Ceptro de Aerzis”.

Texto

Inês Botelho começou a escrever para si própria, por necessidade interior de expandir através da escrita tudo o que lhe advinha da imaginação. E quase sem querer já vê publicado o seu segundo livro, apresentado na última sexta-feira à noite na Fnac do Gaiashopping, enquanto a terceira obra da trilogia está quase pronta para ver a luz do dia. A jovem escritora de 18 anos começou a sua epopeia, pelos caminhos do fantástico que tanto aprecia, no Verão de 2002, demorando cerca de três meses a concluir cada livro. Só agora, nota o êxito: “Não me dou conta, nada mudou e nem tenho a noção que sou escritora e que dou entrevistas”. Mas é.

E vai continuar a ser “enquanto escrever me der prazer”, revela. Inês Botelho gosta do Fantástico, um estilo muito em voga entre os mais jovens, não admira que admire To1kien, o mestre dos mestres e “pai” do “Senhor dos Anéis”. Mas para o futuro pensa aventurar-se na ficção mais real, no romance, apesar de não descartar esses mundos de magia que tanto gosta de criar. Além da escrita, tem o sonho de ser actriz. Talvez um dia interprete uma das suas personagens, num filme inspirado nas suas criações. Enquanto isso, “A Senhora da Noite e das Brumas” já está nas livrarias, fruto de uma trilogia intitulada “O Ceptro de Aerzis”. Amigos e familiares juntaram-se à autora na apresentação do seu mais recente livro, que continua com a invasão de Morgriff à cidade de Omnirion. “Mais uma vez, as terras da luz estão em perigo...”.

 

Inês Botelho publicou dois livros no espaço de dois anos

Jornal – "Diário de Notícias"

Data – 5 de Outubro de 2004

Título – A Senhora da Noite e das Brumas

Texto

Neste segundo livro de O ceptro de Aerzis, mais uma vez as Terras da Luz estão em perigo. Morgriff recuperou novamente as suas forças e invadiu a cidade de Omnirion. A única esperança do Povo da Luz é Galaduinne, a filha de Ailura e Edínmtor, que se refugiou em Brumívium – onde, com a ajuda da Senhora da Noite e das Brumas e das sacerdotisas, se prepara para lutar.

 

 

Jornal – "Jornal de Notícias"

Data – 1 de Outubro de 2004

Jornalista – Natacha Palma

Título – Segundo tomo de “Ceptro de Aerzis”

Subtítulo – Trilogia

Texto

Depois de “A filha dos mundos”, segue-se “A senhora da noite e das brumas”, o segundo tomo da trilogia “O ceptro de Aerzis” que Inês Botelho iniciou com, apenas, 15 anos.

Aos 18, a jovem escritora leva-nos mais uma vez numa viagem às Terras da Luz, um mundo paralelo, nascido do nada, onde elfos, fadas, duendes e gnomos terão de enfrentar o Mal, 1500 anos depois de Ailura, a heroína do primeiro título, o ter vencido com a ajuda do poder do ceptro; Um livro de ficção fantástica da colecção Jovens Talentos da editora Gailivro, que será apresentado, hoje, às 21.30 horas na Fnac do Gaiashopping, contando com um momento musical protagonizado pela própria autora.

Desta vez, a acção centra-se na filha de Ailura, Galaduinne, a quem caberá lutar contra Morgriff que, entretanto, se auto-proclama Rei das Terras da Luz graças à união com os monstruosos Magdul. Terá Galaduinne forças para o vencer?

“Ao contrário de Ailura, Galaduinne é mais calma, menos impulsiva e, apesar de ter também o poder da visão, é menos poderosa. Ainda não tem a certeza de conseguir lutar e, por isso, numa primeira fase, refugia-se num local sagrado. No entanto, irá ter uma ajuda preciosa”, desvendou Inês Botelho, que demonstra nesta obra uma maturidade inesperada. Tal como Galaduinne, o livro é mais calmo e quase etéreo, prendendo-se muitas vezes em descrições de espaços onde o verde é dominante, um verdadeiro mundo de fadas, que se irá conhecer em mais pormenor, bem como o modo de vida do seu povo, onde as personagens são caracterizadas de forma mais profunda.

Mais negro e com uma grande dose de violência o segundo livro da trilogia “O ceptro de Aerzis” é a preparação para o terceiro volume que será publicado em Setembro de 2005. “Uma obra sonhada”, conta Inês Botelho. “É tão minha que posso dizer que é uma história fantástica como eu a escreveria”, conclui.

 

Inês Botelho, autora de 18 anos

Jornal – "O Comércio de Gaia"

Data – 30 de Setembro de 2004

Jornalista – Marcelo Paes

Fotógrafo – Marcelo Paes

Título – Inês Botelho. O desafio da escrita começa na juventude

Subtítulo – 2º livro é lançado amanhã na FNAC de Gaia

Texto

Ser uma jovem escritora nem sempre é tão fácil quanto parece. Mas também não é algo inatingível. Quem o pode dizer é Inês Botelho, que escreveu o seu primeiro livro quando ainda estava no 10° ano e agora lança a sua segunda obra – a primeira experiência literária de Inês é uma trilogia.

Mas a escrita foi sempre uma paixão para ela. “Quando era pequenina dizia que gostava de escrever”, mas na altura as suas “obras” nem sempre eram concluídas, e eram baseadas mais na imaginação do que na escrita propriamente dita.

Todos os adolescentes já passaram por fases onde idealizavam profissões e diziam que gostariam de ser modelos, médicos ou escritores. O que terá feito Inês Botelho seguir o seu sonho? “Em primeiro lugar foi um desafio. Queria provar a mim mesma que conseguiria fazê-lo”, explica a jovem escritora, que viu na mãe e na sua professora de Português as principais forças impulsionadoras para esta empreitada.

Daí em diante, foram muitas horas passadas à frente do computador até que o seu primeiro livro “O Ceptro de Aerzis – a Filha dos Mundos” ficasse pronto. Nessa altura, deu um exemplar à sua mãe e outro à sua professora para que dessem o seu parecer. Ambas elogiaram o trabalho de Inês. Iniciaram-se os contactos com as editoras e surgiu a aceitação por parte da Gailivro para editar a obra.

Inês ainda se lembra do tempo em que ficou à espera de uma resposta das grandes editoras, que “demoram meses para dizer seja o que for. Chegaram a dizer que não editavam livros escritos por pessoas menores de idade”, protesta.

Trilogia

Inês explica que não pensava em fazer uma trilogia logo no seu livro de estreia. Ela tinha os três primeiros capítulos definidos, mas ao desenvolver a história, percebeu que esta era longa demais para acabar em apenas um livro. Daí a necessidade de escrever três livros. “De outra forma a história não teria lógica”, explica a jovem, que também tinha em mente a história de três mulheres para contar separadamente. Inês explica que se debruçou sobre o universo feminino por diversos motivos, sendo o mais óbvio por ela própria ser mulher. “Para quem está a começar é mais fácil falar sobre o que conhece”, explica. Além disso, quis mudar o cliché onde os heróis são sempre homens e as mulheres as mais frágeis e indefesas da história.

Por ser tão concentrado no “mistério feminino”, Inês Botelho não esperava que o livro fosse tão bem recebido também entre os rapazes. “As reacções têm sido mais positivas do que eu jamais esperei”, confessa.

As suas influências passam por autores fantásticos como J.R.R.Tolkien e Marion Zimmer Bradley, ou mais realistas como Rosa Lobato de Faria ou Michael Cunningham. Inês diz que apesar de ter escrito um livro ligado ao mundo da fantasia, não quer restringir seus horizontes num próximo livro. “Gosto de escrever da mesma maneira que gosto de ler. Um pouco de tudo, desde que seja bom”.

Futuro

Por enquanto, Inês Botelho está a terminar o terceiro volume da saga do “Ceptro de Aerzis”, mas já confessa pensar na próxima obra. “Acho que tenho ideias para mais sete livros”, brinca.

A autora não tem medo das críticas que pode receber por ter começado a escrever tão jovem. “Em primeiro lugar escrevo para mim. E sou extremamente autocrítica”, afirma com tranquilidade. Inês reclama também da falta de apoio aos jovens profissionais, que por vezes chegam a ser penalizados por terem escolhido uma vocação artística. A autora, que também toca piano, conta que já foi recriminada várias vezes por professores por ter outra actividade além dos estudos, principalmente quando as duas actividades colidiam.

Inês Botelho, que agora ingressou no curso de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, não pensa em desistir da escrita pelo curso, nem o contrário. Até acha que pode fazer bem as duas coisas e revela ainda outra de suas paixões: o cinema. A jovem escritora pensa em fazer o programa Erasmus em Inglaterra para aprimorar os seus conhecimentos tanto na área da Biologia como no Cinema. “Eu gosto de fazer muitas coisas. Viver da escrita é muito difícil e eu escrevo por gosto e não para ganhar dinheiro”, conclui.

 

Imagem de 1ª página

Jornal – "O Primeiro de Janeiro"

Data – 27 de Setembro de 2004

Jornalista – Andreia Marques Pereira

Fotógrafo – André Malheiro

Título – O mundo fantástico de Inês Botelho

Subtítulo – Jovem escritora lança segundo volume de trilogia “O Ceptro de Aerzis”

Introdução  – o livro “A Senhora da Noite e das Brumas”, da jovem Inês Botelho, apresentado na Casa das Artes, é o segundo volume da trilogia fantástica “O Ceptro de Aerzis”. Uma obra povoada de elfos, duendes e fadas que habitam um “mundo ideal” inventado pela autora.

Texto

Inês Botelho não gosta quando lhe chamam escritora – “para mim um escritor é quase um super-homem” –, mas a verdade é que, apesar da sua juventude (19 anos) já escreveu (e publicou) dois livros. O segundo, “A Senhora da Noite e das Brumas” (Gailivro, Colecção Jovens Talentos), foi apresentado no sábado na Casa das Artes, mas a possibilidade de um novo encontro no próximo ano, “provavelmente por esta altura”, ficou no ar. É que, por estes dias, Inês Botelho está já “na recta final” do derradeiro volume da sua trilogia fantástica “O Ceptro de Aerzis”.

O título já deixa entrever, por isso não surpreende saber que nesta trilogia elfos, duendes, fadas e outros seres sobrenaturais correm à solta num universo paralelo criado à medida do “mundo ideal” imaginado pela autora, como referiu Maria Luísa, antiga professora de Inês Botelho. Um, mundo que vai beber inspiração à tradição celta, “uma paixão” declarada da, jovem escritora, fã de “As Brumas de Avalon”. Sinal da influência da tetralogia de Marion Zimmer Bradley pode ser detectado na escolha de três mulheres como protagonistas (uma para cada volume da trilogia), mas a sua maior inspiração foi mesmo Tolkien, confessou Inês Botelho – isto apesar de recusar qualquer comparação com essa “obra imensa” que é o “O Senhor dos Anéis”. A eterna dicotomia entre o bem e o mal é, como não podia deixar de ser, o eixo em torno do qual os livros se desenrolam.

Na sessão de apresentação do livro, foi divulgada outra faceta da jovem autora: o cinema. A exibição da curta-metragem “As ondas do mar são brancas”, um projecto colectivo realizado no âmbito da Porto 2001, revelou Inês Botelho atrás e à frente das câmaras. E é em frente destas que ela gosta mesmo de estar. “Sempre quis representar”, confessou a jovem escritora, que concluiu recentemente o curso de formação musical e piano na Academia de Música de Vilar e é estudante de Biologia na Universidade do Porto.

 

Mundo fantástico na criação de uma jovem autora

Jornal – "O Comércio do Porto"

Data – 26 de Setembro de 2004

Jornalista – Paula Mourão Gonçalves

Fotógrafo – Ricardo Meireles

Título – Jovem de 18 anos lança segundo volume de uma trilogia fantástica

Subtítulo – Fãs da escritora Inês Botelho fizeram fila na Casa das Artes para conseguir um autógrafo. Terceiro volume já está na recta final

Texto

Acha “esquisito” quando lhe chamam escritora, mas o certo é que, com dezoito anos feitos há pouco tempo, Inês Botelho tem um currículo invejável em matéria de literatura infanto-juvenil. Depois de “A Filha dos Mundos”, a jovem apresentou ontem, na Casa das Artes, no Porto, o segundo Volume da trilogia “O Ceptro de Aerzis”, intitulado “A Senhora da Noite e das Brumas”. Mais um título incluído na colecção Jovens Talentos, da Gailivro, a mesma que acolhe o best-seller “Eragon”, que em breve será adaptado o cinema.

Elfos, duendes e outras estranhas criaturas preenchem o imaginário da jovem escritora que se diz “apaixonada pela cultura celta”. Afinal, “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmler Bradley, obra em cuja leitura se iniciou com apenas nove anos, é uma das maiores referências para esta jovem de Gaia. Negando qualquer colagem ou sequer inspiração nas aventuras de Harry Potter, Inês não refuta, no entanto, a influência do “mestre” Tolkien, mas, garante, “não há nada de cópia no meu trabalho”.

O sonho de ser actriz

Se é como escritora que Inês Botelho se destaca, esta jovem tímida e que confessava ter ficado com as “pernas bambas” quando lhe puseram o microfone à frente, quer mesmo é ser actriz.

Aliás, colocada perante a hipótese de a sua obra vir a ser adaptada ao cinema, diz "que seja outro realizar, que eu represento uma personagem qualquer". E foi o cinema que a lançou na escrita. Aluna de um colégio de freiras em Gaia, Inês assinou durante vários meses a coluna de crítica de cinema do jornal escolar e, lembra a professora que a incentivou à escrita, "já aí se notava uma grande maturidade e brilhantismo".

Durante a apresentação do livro foi exibida uma curta-metragem, realizada no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura onde Inês Botelho era a protagonista.

Uma série de facetas que se estendem ainda ao interesse pe1a música. A jovem escritora está prestes a completar o curso de Formação Musical e Piano na Academia de Música de Vilar do Paraíso.

E nem é por segurança ou por pressão dos pais, ambos médicos, que escolheu a Biologia como via profissional. “Acho que é por me interessar por tudo”, diz. No entanto, ao mesmo tempo que fala em dedicar-se à investigação, não esconde o sonho de fazer um curso de cinema em Londres. Talvez à prucura de inspiração para a escrita. Por enquanto vai ultimando o terceiro volume de "O Ceptro de Aerzis", que sairá no próximo ano.

 

Inês Botelho (à esquerda), de apenas 18 anos, assiste ao lançamento de mais um livro da sua autoria

Jornal – "Jornal de Gaia"

Data – 23 de Setembro de 2004

Título – “A Senhora da Noite e das Brumas” é lançado esta semana

Subtítulo – Gailivro continua a apostar nos jovens

Texto

Em dois momentos distintos a Gailivro vai lançar o segundo volume da “fantástica” trilogia “Ceptro de Aerzis – A Senhora da Noite e das Brumas”. O primeiro ocorre sábado, pelas 17 horas, na Casa das Artes, no Porto; o segundo a 1 de Outubro, no espaço FNAC do Gaiashopping.

A autora do livro é Inês Botelho, uma jovem gaiense que se revelou, pela primeira vez, aos 16 anos com o livro “A Filha dos Mundos”, o primeiro da trilogia O Ceptro de Aerzis, que em Outubro estará nas livrarias em 2ª edição.

Com um futuro tremendamente risonho na “arte de escrever bem”, Inês Botelho encontrou na Gailivro o “alicerce” para a “partilha das suas emoções e dos seus sonhos”. “Mais uma vez, as terras da Luz estão em perigo. Morgriff recuperou novamente as suas forças e invadiu a cidade de Omnirion...”. Leia e “palmilhe” o “mundo fantástico” de Inês Botelho.

 

 

 

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