{"id":846,"date":"2018-12-09T15:44:38","date_gmt":"2018-12-09T15:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/inesbotelho.com\/wp\/?page_id=846"},"modified":"2021-11-14T12:19:35","modified_gmt":"2021-11-14T12:19:35","slug":"ouve","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/inesbotelho.com\/pt\/ouve\/","title":{"rendered":"Ouve"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-980 alignleft\" src=\"https:\/\/inesbotelhoteste.tk\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Km-0-V2_Website-209x300.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/inesbotelho.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Km-0-V2_Website-209x300.jpg 209w, https:\/\/inesbotelho.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Km-0-V2_Website.jpg 453w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTinha estado em Chaves, por causa de um encontro de escritores, malta portuguesa e da Galiza. E ficou fascinado com o personagem. Fez fortuna no Brasil, lan\u00e7ou alicerces de uma parte importante da Banca portuguesa e, entre muitas outras coisas, mandou construir este jardim, que faz do bairro da Madalena um dos pontos mais importantes de Chaves. O Pedro at\u00e9 descobriu quanto \u00e9 que o tipo pagou pelo jardim: 18 contos de reis! Certo dia, o historiador deparou-se com um conjunto de cartas do seu av\u00f4 em que se falava sobre o cron\u00f3xido. E come\u00e7ou uma obsessiva investiga\u00e7\u00e3o, que o fez ler muito e desvendar liga\u00e7\u00f5es que poderiam parecer fantasiosas aos mais ing\u00e9nuos. \u2018Se o a\u00e7o \u00e9 moldado pelo fogo, a \u00e1gua \u00e9 ingerida gra\u00e7as ao ar\u2019, lera num texto pouco divulgado de Paracelso. Nada mais certo, anuiu. Quando soube da insist\u00eancia do senhor C\u00e2ndido em comprar o a\u00e7o dos port\u00f5es do jardim nos ferreiros locais, junto ao actual Largo de S\u00e3o Roque, seguiu essa pista. E n\u00e3o se enganou. Descobriu como o nome do estabelecimento lhe fora recomendado por algu\u00e9m que conhecera anos antes, no Brasil, \u00abuma estranha figura de barba aparada e olhar cortante\u00bb, nas palavras que Herculano Marcos Ingl\u00eas de Sousa deixou numa das suas cartas, herdadas pelo sobrinho, Oswald de Andrade, que n\u00e3o era outro sen\u00e3o o autor do Manifesto Antrop\u00f3fago, o texto que consolidou o Modernismo na literatura brasileira. Os despojos da franca actividade epistologr\u00e1fica s\u00e3o a sombra de um tempo em que a mem\u00f3ria dependia da sua partilha, a caligrafia atestava a identidade e a inten\u00e7\u00e3o, a escolha da tinta ou do papel certificavam circunst\u00e2ncias ou conting\u00eancias, e o inv\u00f3lucro ajudava a datar e acomodar as ideias. Sim, as palavras eram ideias, e n\u00e3o sons, acima de tudo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jo\u00e3o Morales<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Colect\u00e2nea resultante da segunda edi\u00e7\u00e3o do festival liter\u00e1rio flaviense Ponte Escrita \u2013 Encontro Luso-Galaico de Escritores, com contos de Ana Cristina Silva, Andr\u00e9 Gago, Ant\u00f3nio Mota, Ernesto Salgado Areias, Fausta Cardoso Pereira, Fernando Pinto do Amaral, Fran Alonso, In\u00eas Botelho, Jo\u00e3o Morales, Jos\u00e9 Leon Machado, Margarida Fonseca Santos, Maria de Lourdes Soares, Possid\u00f3nio Cachapa, Rosal\u00eda Fern\u00e1ndez Rial, e Rui Sousa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOuve\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 gente que nos fica desde a inf\u00e2ncia, e lugares que se tornam uma vida.<\/p>\n<p>\u201cOuve\u201d teve uma <a href=\"http:\/\/www.incomunidade.com\/ouve-ines-botelho\/\">segunda publica\u00e7\u00e3o no n\u00famero de Novembro de 2021 da revista online InComunidade<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTinha estado em Chaves, por causa de um encontro de escritores, malta portuguesa e da Galiza. 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